A Procura de uma Religião ? Visão de um Luciferiano
Muitos buscam uma religião como quem busca um porto seguro: um lugar onde o vazio cesse, onde as perguntas tenham resposta e onde a alma encontre descanso. Mas, para o luciferiano, a busca é diferente.
Não é a procura de um altar pronto ? é a construção de um altar interior.
O luciferianismo não pede submissão, pede consciência.
Não exige ajoelhar, exige levantar.
É o caminho de quem não aceita verdades prontas, de quem não quer um deus que controla, mas uma luz que desperta.
O luciferiano olha para o mundo e percebe que a fé cega pode aprisionar.
Por isso, ele não procura uma religião para segui-la?
mas para compreendê-la.
Ele lê os símbolos, observa os ritos, respeita as tradições ? mas jamais entrega o seu centro. A espiritualidade não deve roubar a liberdade; deve iluminá-la.
A verdadeira religião, para o luciferiano, não está em um templo fixo, mas na coragem de entrar no próprio inconsciente e enfrentar as próprias sombras. Quem procura somente a luz, permanece incompleto. Quem atravessa suas trevas, encontra poder.
Não é a salvação que o luciferiano busca ?
é a lucidez.
Sabe que não existe "certo" ou "errado" absoluto, mas graus de consciência.
Sabe que o "divino" não está distante; pulsa silenciosamente dentro de cada escolha, gesto, pensamento e desejo.
A religião, então, deixa de ser um rótulo e se torna um processo.
O luciferianismo ensina que cada um deve ser o alquimista de si mesmo:
experimentar, transformar, errar, aprender, reconstruir, renascer.
Porque no fim, a grande pergunta não é "Qual religião devo seguir?"
mas "Qual é a verdade que estou disposto a viver?"
E é aí que o caminho luciferiano começa:
no instante em que o ser humano decide não mais fugir de si ?
mas acender a própria chama e caminhar com ela.

