A Força dos Demônios no Ocultismo
No ocultismo tradicional, os demônios não são apenas figuras temidas;
são poderes arquetípicos, forças brutas da psique e da natureza,
energeticamente densos, intensos e transformadores.
Eles representam aquilo que o mundo tenta esconder,
e aquilo que o ser humano tenta negar em si mesmo.
A ira que se torna coragem.
O desejo que se transforma em vontade.
O medo que revela poder.
A sombra que, quando compreendida, vira aliado.
Demônios, nas tradições herméticas, grimórios antigos e caminhos iniciáticos,
são inteligências da profundidade ?
forças que não servem ao fraco, mas testam o buscador.
Não são monstros externos,
mas reflexos daquilo que mora no subterrâneo da alma humana:
Ambição e vontade de domínio
Instinto e sobrevivência primordial
Sedução e magnetismo
Sabedoria oculta e conhecimento interdito
Rebeldia criadora e ruptura com o comum
O ocultista maduro compreende:
Nada é mais perigoso que a própria sombra inconsciente.
E justamente por isso, ao invés de temê-la,
ele a encara, estuda, nomeia e domina.
A força demoníaca no ocultismo não está em destruição,
mas na capacidade de desencadear transformação profunda.
É o fogo da serpente,
a inteligência rebelde do espírito,
a vontade que não se curva,
o impulso ancestral pela liberdade.
Mas só aquele que conhece a si mesmo pode tocar tal força sem ser consumido.
Pois no fim, todo demônio enfrenta o iniciado com uma única pergunta:
"Você é senhor de si ? ou ainda escravo do que teme?"

